segunda-feira, 25 de julho de 2011

Alice


Olá novamente!
Agora com um layout melhor. Ninguém merece aquela coisa toda escura!
E como prometido, segue Alice, caso antigo de Pedro. Hoje em dia são apenas bons amigos. Um dia, se achar que devo, posto a historinha dela com Pedro (sim... tenho escrito).

Um abraço

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Pedro - Concept


Andei sumido do blog, e aqui estou - de passagem - só pra postar essa ilustração que fiz uns dias atrás, do personagem 'Pedro' daqueles textos malucos sobre uma garota de olhos escuros.
Futuramente postarei uma arte de 'Alice', personagem que já se encontrou com Pedro (pelo menos nas minhas anotações).

Abraços

terça-feira, 29 de março de 2011

Por entre os vagões

A continuação da trajetória de Pedro


Mais um dia de trabalho se foi. Assim que Pedro desembarca em sua estação, ele observa o trem ainda parado e de portas abertas. Observa procurando um rosto conhecido por entre os vagões. Todos os dias, o mesmo costume.
Pele clara e olhos escuros como jabuticaba. Um rosto que não se esqueceu, mesmo alguns meses depois de ter se despedido. Com tanta coisa "entalada" na garganta, era difícil se esquecer dela.
Pedro havia se conformado com sua situação em relação à garota de olhos-jabuticaba. Nunca mais a viu. Ela nunca retornou suas mensagens e seus telefonemas. Ainda assim, Pedro esperava um dia, ao acaso do destino, reencontrá-la e lhe dizer algumas palavras.
Um belo Domingo de sol. Todos esperam na plataforma de embarque pela chegada do trem. Sim, Pedro também está lá. Sentado à sombra. Seus amigos o aguardam em outra região da cidade.
Em meio a famílias, casais de namorados e amigos, um rosto familiar se destaca em meio aos estranhos. Pedro não via esse rosto há muito tempo. Pele clara (muito clara, por sinal) cabelos e olhos negros como jabuticaba... A garota finalmente apareceu. E era impossível Pedro esconder sua admiração. Assim como foi impossível esconder a reação dela...
Nojo. Ela demonstrava que a pior coisa do mundo era ter reencontrado Pedro alí, por acaso. Impossível não perceber que a garota de olhos-jabuticaba não queria de modo algum ter visto Pedro.
Veio em sua direção, o comprimentou, trocaram pouquíssimas palavras e ela se foi, para a outra ponta da plataforma, o mais longe possível de onde Pedro estava.
Nada! Todas aquelas coisas que Pedro tinha pra dizer, sumiram. Não conseguiu dizer nada. Era como uma piada de mau gosto que o destino havia lhe preparado. "Você quer tanto vê-la? Aí está."
Pedro sentiu uma grande mistura de sentimentos e em seguida, uma tristeza profunda. Pobre Pedro. Ingênuo.
A garota de olhos-jabuticaba tem seus motivos pra não gostar de Pedro, para não querer rever Pedro. Motivos desconhecidos, algo que somente ela sabe, e que Pedro continuará sem saber.

No fundo, Pedro se sentiu feliz em poder rever aqueles olhos escuros.
Escuros como jabuticaba.

Musa em estilo Art Nouveau

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2010 agridoce

Mais um ano acabando. Retrospectiva na tv. Todo mundo, ou quase, se preparando para as festas de Reveillon. Finalmente vamos para o próximo ano e todos os acontecimentos de 2010 ficam em 2010.
Trabalhei, me diverti, sorri e chorei. Até namorar eu 'meio que namorei'. E 2011 está batendo à nossa porta.
Meu emprego tão esperado de ilustrador chegou. Vou começar 2011 fazendo planos como todo mundo faz, afinal, em certos aspectos, as pessoas não são tão diferentes assim.
Particulamente, além de conhecer ótimas pessoas, 2010 me trouxe algumas frustrações e coisas do tipo, deixando um gosto meio amargo na boca. Amargo este, que um bom copo d'gua vai resolver.

Segue um desenho que fiz há muito tempo (uns 4 ou 5 anos atrás). Talvez alguns velhos amigos o reconheçam.

O Garoto e o Porquinho.


Feliz 2011, e que seja um ótimo ano... Ou pelo menos melhor que o ano velho

sábado, 27 de novembro de 2010

Ousadia, oportunidade e um tímido bilhete

Certas coisas acontecem por algum motivo. Entendê-los é outra história. Pedro voltava pra casa em uma sexta-feira pós trabalho, quando, ao embarcar no trem, se deparou com aquela garota.
Pele clara (muito clara, por sinal) cabelos e olhos negros como jabuticaba... E ela o encarava. Tímido como é, Pedro chegou a imaginar se era para ele aquele olhar profundo. Passado alguns minutos, Pedro estava próximo de desembarcar. "Não posso deixar passar essa oportunidade" pensava ele, com um grande frio na barriga. Pedro, então criou um mínimo de coragem, e anotou uma mensagem em um bilhete: "Bonito tênis vermelho. Vamos nos conhecer melhor?" seguido de seu telefone.
Pedro entregou seu bilhete à misteriosa garota dos olhos-jabuticaba e desembarcou sem ao menos trocar uma palavra, e imaginava se foi realmente uma boa idéia aquilo tudo. Na mesma noite Pedro descobriu que sim, foi uma ótima idéia. A garota, que já não era tão misteriosa assim, entrou em contato. Marcaram um encontro, depois outro e outro. Posteriormente se tornaram até mesmo namorados. Hoje em dia não se sabe o motivo, mas Pedro não está com a garota de tênis vermelho e olhos de jabuticaba. Mas ele compreendeu que a menor das ousadias acabou gerando uma oportunidade, e naquela sexta-feira, era tudo o que ele precisava.

Segue ilustração da garota misteriosa.


Qualquer semelhança com a realidade...bem...
Forte abraço a todos.

domingo, 5 de setembro de 2010

“Açúcar ou adoçante?" - Café espacial

Dia 4 de Setembro, sábado à noite, dia de lançamento da Café Espacial #7 na livraria HQ Mix, aqui em São Paulo. E pela segunda vez, estive presente pra comprar a revista (claro) e dar boas risadas com o pessoal do Quarto Mundo.
"Do que se trata a revista?"
A Café Espacial é uma revista alternativa, com quadrinhos, fotografia, contos,dicas de livros, filmes, bandas e textos inteligentes. Sinceramente, não sou adepto da "tietagem e rasgação de seda", mas tenho que parabenizar pelo ótimo trabalho que o Quarto Mundo está fazendo. São revistas independentes de qualidade!
Bem, fora isso, tenho que comentar que todos eles são atenciosos e divertidíssimos².

Fotos por Bruno Leal, eu mesmo.


Will e Lidia em um momento filosófico.



Lidia Basoli autografando minhas 6 edições.



Will autografando edição do Sideralman.



Momento tietagem, com Lidia E Will.



Cadu Simões.



Daniel e Felipe.



Conheci a Café Espacial no lançamento da edição nº6. Gostei muito de todo o conteúdo, e agora, na edição nº7, resolvi completar minha coleção. É um material que que me agradou muito, e aproveito pra deixar aqui a dica. Pra quem gosta de quadrinhos, textos inteligentes e material alternativo, procure a Café Espacial.

As sete edições de Café Espacial.


Bom café a todos.

sábado, 14 de agosto de 2010

O fabuloso sentido do filme de Amelie Poulain.

O Fabuloso Destino de Amelie Poulain. Foi uma garota que namorei que me apresentou este filme (muito prazer! O prazer é meu!). Na época, assisti somente o começo do filme, e me perguntava o que é que havia de tão fabuloso. Ouvia algumas pessoas dizendo "ai, Amelie é Cult"... Olha, não me venha pagar de "moderninho alternativo Cult pseudo-intelectual". Acho que um dos motivos pelo qual não havia assistido, foi essa onda de Amelie Cult. Eu não assisto filmes pra parecer 'Cool.
Passado essa onda toda (graças), fiquei solteiro, chorei, sofri - Como todos que têm um coração - e algum tempo depois achei o filme em uma loja. Comprei, e resolvi desvendar o segredo de Amelie Poulain.
Engraçado como certos filmes fazem sentido em épocas certas. Com Amelie foi assim. Re-assisti o começo do filme e adorei (assim como todo o resto). Pronto! O filme fez todo o sentido pra mim. Precisava aprender a apreciar as coisas simples da vida e a Amelie me deu uma ajudinha. Não que eu fosse materialista, mas eu simplesmente não reparava nas coisas simples. E o filme acabou me dando uma outra perspectiva da vida. Se por esse motivo a Amelie é Cult, eu não sei. Mas que é um bom filme, ah isso sim. Se tornou um dos meus filmes preferidos.

Segue uma arte, que não é a Amelie Poulain, que fiz a algum tempo.



Sempre que assisto O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, uma frase fica martelando na minha cabeça: "Você tinha razão!" Não, não é a Amelie que tinha razão, mas aquela pessoa que me mostou o filme... Ela sabia que eu tinha que assistir, que de alguma forma seria bom para o meu crescimento, assim como foi bom para outras pessoas.

Sim, você tinha razão...